Democratização do acesso à Banda Larga

01 julho 2010 Postado por Stalo Comunicação

Moradia, estudo, alimentação... e acesso a internet banda larga. Hoje, a Finlândia tornou-se o primeiro país a determinar que tal tecnologia como um direito básico do cidadão. O país, situado no norte europeu, se comprometeu a oferecer a todo finlandês, até 2015, conexão com uma velocidade de 100 megabits por segundo. Medida parecida, mas não em forma de lei, já havia sido adotada também pela Grã-Bretanha, onde o governo garantiu que vai oferecer, até 2012, uma conexão de até 2 Mb por segundo.

Isso serve de exemplo para países onde a internet é menos difundida, como o Brasil. Nesses locais a maior parte da população (96% na Finlândia e 73% na Grã-Bretanha) já tem acesso à internet. Mas, apesar disso, os governos desses países continuam trabalhando para estender e melhorar ainda mais a oferta do serviço.

No Brasil, uma pesquisa do IBGE mostrou que 65,2% da população acima dos dez anos não tem acesso à internet. O pior é que boa parte dos que acessam, ainda o fazem por meio da conexão discada. Na verdade, a conexão banda larga ainda é muito cara para o bolso da população brasileira. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a assinatura mensal do serviço custa, em média, mais de R$160,00, por mês. Esse valor é 24 vezes mais caro que o cobrado nos Estados Unidos, por exemplo.

Uma esperança para os próximos anos é a implantação do Plano Nacional da Banda Larga (PNBL), criado em maio pelo Governo Federal e que pretende triplicar o acesso ao serviço no país, até 2014. A promessa é de que até o fim do ano o distrito Federal e mais quinze regiões do país sejam beneficiadas pelo Plano, sendo ofertada internet banda larga a um custo bem mais baixo que o atual, entre R$15,00 e R$35,00 mensais.

Isabella Almeida

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