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Invasão de Zumbis. De novo?

03 novembro 2010 Postado por Stalo Comunicação 0 comentários

No cinema já vimos zumbis criados por vírus, geneticamente modificados, engraçados, zumbis que botam medo, rápidos, lentos. Enfim... Zumbis de todos os jeitos e para todos os gostos. Faltava um seriado de zumbis. Não falta mais. The Walking Dead, a adaptação para TV baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman, estreou ontem no canal Fox. Aliás, estreou já causando polêmica, já que a versão dublada mostrada pela Fox apareceu repleta de cortes e com aproximadamente 30 minutos a menos em relação à versão americana.

Os números de The Walking Dead, fazem jus ao título de série mais aguardada do ano. Só nos Estados Unidos foram cerca de 5,3 milhões de espectadores. Um recorde. Todo esse sucesso justifica o grande investimento em publicidade que foi feito em torno da série. Entre elas vale destacar as invasões de zumbis organizadas em vários lugares do mundo, incluindo o Brasil. Veja o vídeo abaixo da ação que aconteceu em plena Avenida Paulista.



Ainda é cedo para emitir uma opinião formada sobre a qualidade da série. Mas, ao fim do episódio, a sensação de "quero mais", que estava ausente desde o fim de Lost, ressurgiu. Diferente do que temos visto nos cinemas, The Walking Dead é muito mais que apenas zumbis famintos atacando qualquer um que cruzar seu caminho. Esse formato consegue exprimir melhor os efeitos que um apocalipse dessa dimensão é capaz de gerar e as diferentes reações em cada indivíduo. Diferente do que muitos pensam, The Walking Dead não é um seriado de terror sobre zumbis comendo pessoas, mas sim uma história com narrativa dramática sobre a luta de indivíduos tentando se adaptar a uma nova realidade.

Guilherme Prates

De volta para o futuro: 25 anos

25 outubro 2010 Postado por Stalo Comunicação 0 comentários

Já faz 25 anos que o filme De volta para o futuro foi lançado e marcou uma geração.

Para comemorar a primeira aparição de Marty McFly, está sendo lançado um Box em Blu-Ray com todos os filmes da série em HD.

Chegaram até a surgir boatos sobre a gravação de um quarto filme da série, porém o ator Michael J. Fox deu a seguinte declaração ao Moviehole.net:

"Na época em que terminamos de filmar o dois e o três, estávamos todos tão cansados que Robert Zemeckis foi fazer Forrest Gump e eu fui para a TV, entre outras coisas, para começar minha própria série, Spin City. Hoje o único jeito de dar certo seria se eu interpretasse o Doc, porque estou com 44 anos e não quero saber de andar de skate por aí. Acho que, depois da trilogia, tivemos a sensação de dever cumprido. Se o estúdio decidisse fazer um quarto, acho que deveria ser com um elenco jovem, um enfoque diferente. Poderia ser divertido e eu adoraria assistir".

Para a divulgação do Box foi realizada uma refilmagem do trailer original com o ator. Pelo que foi visto na entrevista, essa deve ser a última vez que veremos Michael J. Fox na pele de Marty.





Luciana Ferraz

35mm

29 setembro 2010 Postado por Stalo Comunicação 0 comentários

Postei, aqui mesmo, há algum tempo, o trabalho minimalista do designer brasileiro, Pedro Vidotto, que faz releituras de pôsteres do cinema. Tão bom quanto é esse curta do artista alemão Pascal Monaco, que conta a história do cinema em 35 cenas minimalistas.

Bem democrático na hora de escolher a lista de filmes, nota-se cenas de blockbusters como Taxi, Clube da Luta, passando por Tubarão, Titanic e Psicose, até clássicos de Charles Chaplin.

Claro, até o maior dos cinéfilos terá dificuldades em identificar todos os títulos. É natural deixar de perceber referências tão subjetivas, como os personagens de Toy Story. Aliás, identificar os filmes pode ser uma diversão extra.



35mm from Pascal Monaco on Vimeo.

Guilherme Prates

Heróis imaginários e os heróis de todos os dias

14 setembro 2010 Postado por Stalo Comunicação 1 comentários

Há mais ou menos uns dois anos, assisti a um filme chamado Imaginary Heroes (Heróis Imaginários). Primeiramente foi apenas por conta do protagonista, o excelente ator Emile Hirsch. E o que vi foi uma história simples, do cotidiano, sendo contada de forma envolvente e primorosa. Apesar do nome do filme, o personagem não é herói e o que se descobre ao fim da projeção é que herói é todo aquele que se propõe fazer algo que beneficie não somente a si mesmo, mas ao próximo.

Assim, comecei a pensar em quem são esses heróis, e descobri que existem os imaginários e os não-intencionais. Os imaginários são aqueles que conhecemos como “super heróis”, com todos os seus poderes e aparatos. Nos últimos tempos, tenho gostado muito de Batman (Christian Bale, em excelente forma), Harry Potter (vai dizer que você não gostaria de poder fazer tudo o que o mundo bruxo permite!) e a dupla Spock e James T. Kirk, numa interpretação primorosa de Zachary Quinto e Chris Pine, que defendem o universo utilizando a dicotomia razão e malandragem.

Já os não-intencionais são aqueles que fazem o que tem que ser feito, sem pensar em heroísmos, e acabam se tornando heróis. Neste caso, o próprio Emile Hirsch tem interpretado uma penca deles: pense em Chris McCandless, de Into the Wild (Na natureza selvagem),que queria descobrir o verdadeiro sentido de viver em harmonia com a natureza, ou o próprio Tim Travis de Imaginary Heroes, que só queria que demonstrar que o jeito diferente de ver o mundo não fazia dele uma aberração. Ou talvez Tom Hansen, interpretado por Joseph Gordon-Levitt, em 500 Days of Summer (500 dias com ela), que vai do céu ao inferno em tão pouco tempo, e acaba descobrindo que amar é estar em uma montanha russa. Há também os anti-heróis mais heróicos, como James Sulley e Mike Wazowiski de Monstros S.A., que tinham como profissão serem vilões e acabam por se descobrirem heróis de uma pequena garotinha.

Eu poderia descrever muitos outros heróis e anti-heróis do cinema, da TV e da literatura, e desse, poderíamos discutir porque são ou não heróis, quais seus reais motivos para ajudar ao próximo, dentre muitos outros aspectos. Porém, o que eu julgo mais bacana é pensarmos que mesmo sem super poderes, um personagem bem escrito e bem interpretado pode levar multidões a se espelhar, a se emocionar com ele, e principalmente a pensar: o que eu posso fazer mais que eu beneficie não só a mim, mas a mais alguém? Posso ser meu próprio herói?

E ah! Não se esqueça de assistir ao filme.



Anie Karenina

Spartacus: Blood and Sand

04 agosto 2010 Postado por Stalo Comunicação 0 comentários

Com o fim de Lost, ainda sigo em busca de uma nova série que mereça dividir minha atenção com o vídeo-game, o futebol e as novelas do SBT. Após algumas tentativas igualmente frustradas, eis que surge um bom candidato.

No próximo dia 07, sábado, estréia pelo canal Globo HD, a série Spartacus: Blood and Sand. O famoso escravo que se tornou gladiador e liderou a mais célebre revolução da Roma Antiga.

Com locação na Nova Zelândia, a série tem um visual semelhante ao filme 300, com cenários virtuais que parecem recém saídos de um jogo de vídeo-game. Aliás, com base no pouco visto, visualmente a série me pareceu muito boa. Porém se você possui estômago fraco é melhor não assitir, já que as cenas são banhadas por muito sangue. Um pouco exageradas inclusive.

E se a intenção é substituir Lost, ao menos não serei obrigado a assistir seis longas temporadas. A previsão inicial é que Spartacus tenha apenas duas temporadas.



Ah... A novela do SBT, citada no início do texto, foi uma piada, ok? Não custa nada esclarecer.

Guilherme Prates

A arte na animação dos brinquedos

21 junho 2010 Postado por Stalo Comunicação 0 comentários

Para quem ainda não viu o filme, o texto não contém spoilers, portanto, leiam sem medo.

Na última semana o Twitter se “prostituiu” pela primeira vez e vendeu um Trending Topic para o filme Toy Story 3, da Disney. Foi a primeira vez que um dos tópicos mais falados na rede de relacionamento foi promovido, mas acredito que mesmo que não o tivesse sido, Toy Story 3 com certeza entraria para os assuntos mais twittados.

Ao clicar no link patrocinado do twitter, após a estréia do filme na sexta, me chamaram a atenção os comentários feitos por quem já tinha assistido a animação. O filme foi muito aclamado na grande maioria dos comentários, tanto que imaginei que os comentários ou teriam sido feito por fãs da série, ou a continuação tinha sido de fato muito bem produzida. No meu caso específico, o Trending Topic comprado fez efeito, pois aguçou minha curiosidade para assistir Toy Story no sábado.

Como apreciador de filmes de animação, eu pude presenciar uma obra de arte. Toy Story 3 não deixou nada a dever aos filmes anteriores, muito pelo contrário, superou bastante minhas expectativas que foram baseadas em Toy Story e Toy Story 2. Assisti aos filmes anteriores ainda criança, e apesar de ter gostado muito, nunca foram minhas animações preferidas.

Nos últimos dias, pude ouvir vários amigos dizendo que as aventuras dos brinquedos de Andy tinham feito parte de suas infâncias e todos esperavam ansiosos pela nova estréia. Não pude compartilhar intensamente dos mesmos comentários, pois minha infância foi muito mais a la Rei Leão, e apesar de hoje eu admirar o trabalho inovador feito na época com a animação do cowboy Woody, o Simba ainda me lembra mais os dias de criança.

Uma certeza eu tenho: apesar das edições anteriores não terem marcado tanto, Toy Story 3 marcou agora. E talvez só tenha marcado por eu já ter crescido e ter compartilhado do sentimento transmitido no filme. Acredito que a animação foi além de priorizar o público infantil, ela focou o público que já tinha assistido as anteriores, o público dos meus amigos que tiveram Toy Story como parte da sua infância.

Assistir a animação em 3D também fez toda a diferença, trazendo uma realidade e efeitos ainda não conseguidos por filmes com personagens humanos (e até Na’vi). O roteiro só contribuiu ainda mais para fazer da nova produção da Disney e da Pixar, uma excelente continuação.

E só para não deixar sem comentar: o curta exibido antes do filme principal, foi mais uma superprodução a ser aclamada por todos que gostam de animações. O “Dia e a Noite” abusou dos efeitos da tridimensionalidade e mostrou claramente um contraste com a animação tradicional bidimensional.

Depois de falar tão bem de Toy Story 3, será que a Disney não anima patrocinar meu texto?



Gustavo Almeida