Eu cubro tudo! Pode trazer que eu cubro

09 junho 2010 Postado por Stalo Comunicação
Recentemente tive duas experiências com esse “novo varejo” do “eu cubro tudo” que me fizeram refletir. Quem está perdendo com isso?

Há menos de um ano, fazendo uma pesquisa de preço para trocar meu carro, tive uma surpresa nada agradável. Concessionárias de carros zero km não passam valores se “não for pra fechar”. Sempre vem o preço cheio, que poderá ser negociado, e que poderá ser levado para o gerente, e que terá o desconto, e que... Eu simplesmente queria o preço, para poder escolher o mais barato, e tive que brigar por isso. Só era passado se fosse pra fechar. O direito de escolha me foi retirado, a partir do momento que ninguém me dava o preço do produto. Me vi perdendo tempo e paciência. Respeito ao consumidor era bobagem. Resultado: Raiva, impaciência e uma compra não tão prazerosa. E olha que era sair de carro cheirando novinho da concessionária.

Outra experiência foi neste último final de semana. Para minha infelicidade, fui obrigado a ir ao shopping, para comprar uma geladeira e uma TV. E ir nas quatro principais redes de eletro do país foi algo muito difícil. Teste de paciência. Na porta, você já é abordado: “Quanto conseguiu nas outras lojas?”. “Ah, então vai às outras e volta aqui”. Eu adotei a seguinte tática: avisar que eu só voltaria à loja que me fizesse o menor preço. E nesta, aí sim, pediria algum desconto ou coisa do tipo. Não acho que não devemos negociar. Mas você ser “obrigado” a abrir negociações o tempo todo, como se fosse melhor amigo do vendedor, é insuportável e tira o real poder da mão do consumidor, já que este, só recebe preço cheio, para depois negociar com a última loja.

Comprar ficou chato e não vejo ninguém ganhando. Só as lojas.

PS: Quem se diz com melhor preço, perdeu em todos os itens pesquisados e foi o pior atendimento.

PS2: Fiz essa minha última compra pela internet.

Euler Rodrigues

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