E quando o assunto é criação publicitária, o que era um ato vira um exercício, uma condição sine qua non. Certa vez (de fato, certa), um professor disse que, ao acordar, ouviu a esposa, advogada, reclamando que teria que redigir três processos naquele dia. Ele disse para ela: “pois é, eu preciso ter três ideias”. Agora, fazendo uma “conta burra”, pense em Belo Horizonte, um universo com mais de 500 agências com média de três criativos por agência, são 1.500 cabeças buscando três ideias por dia. Resultado: 4.500 possibilidades. E eu pergunto: diferentes? Mas a história é sempre a mesma. Surgiu algo parecido no mercado, lá vem algum juiz apitar, “olha a chupada”.
Para quem não conhece o termo “chupada”utilizado na publicidade, eu vou explicar. Quando um profissional utiliza uma ideia já publicada para realizar o seu trabalho, ele está “chupando” de alguém. O que as pessoas quase nunca levam em consideração, é a possibilidade de, no meio dessa suruba de pensamentos e ideias, coisas parecidas ou até iguais, surgirem nas mentes de agências diferentes.
Recentemente, a Stalo desenvolveu uma campanha nacional para um cliente. Foram criadas e aprovadas peças para meios como revista, outdoor, backbus, rádio e tv. Tudo pronto para ganhar o mundo e de repente, por questão estratégica, o cliente optou por adiar alguns meses. Planejamento e peças na geladeira para futura exposição. Um mês depois, uma outra empresa mineira lança uma campanha com conteúdo imagético quase idêntico ao nosso. Não acreditamos. E se as duas campanhas saíssem na mesma época? Quem teria “chupado” de quem? O jeito foi voltar para o briefing. Novo conceito, novas peças.
Não estou aqui tentando absolver as “chupadas”, que para mim, são dignas de um verdadeiro B.O. publicitário, mas temos que ir mais fundo antes de julgar um trabalho. Vou citar um exemplo e deixar livre sua análise. O Fox, carro da Volkswagen, se lançou no mercado com o slogan “Compacto para quem vê. Gigante para quem anda”. Tempos depois, a Penalty, lançou seu novo tênis, o Silicon, com o seguinte slogan: “Impacto para quem vê. Anti-impacto para que usa.” Na verdade o impacto foi meu ao ver tal “coincidência”.
Temos também o uso de referências, o bom e velho problema dos padrões e aquelas ideias que grudam em nosso inconsciente e se manifestam em momentos de pressão. Todos esses fatores podem ser responsáveis por semelhanças, nesse mundo empapuçado de possibilidades. Pelo visto o que não falta é conteúdo para um próximo post.
Para quem não conhece o termo “chupada”utilizado na publicidade, eu vou explicar. Quando um profissional utiliza uma ideia já publicada para realizar o seu trabalho, ele está “chupando” de alguém. O que as pessoas quase nunca levam em consideração, é a possibilidade de, no meio dessa suruba de pensamentos e ideias, coisas parecidas ou até iguais, surgirem nas mentes de agências diferentes.
Recentemente, a Stalo desenvolveu uma campanha nacional para um cliente. Foram criadas e aprovadas peças para meios como revista, outdoor, backbus, rádio e tv. Tudo pronto para ganhar o mundo e de repente, por questão estratégica, o cliente optou por adiar alguns meses. Planejamento e peças na geladeira para futura exposição. Um mês depois, uma outra empresa mineira lança uma campanha com conteúdo imagético quase idêntico ao nosso. Não acreditamos. E se as duas campanhas saíssem na mesma época? Quem teria “chupado” de quem? O jeito foi voltar para o briefing. Novo conceito, novas peças.
Não estou aqui tentando absolver as “chupadas”, que para mim, são dignas de um verdadeiro B.O. publicitário, mas temos que ir mais fundo antes de julgar um trabalho. Vou citar um exemplo e deixar livre sua análise. O Fox, carro da Volkswagen, se lançou no mercado com o slogan “Compacto para quem vê. Gigante para quem anda”. Tempos depois, a Penalty, lançou seu novo tênis, o Silicon, com o seguinte slogan: “Impacto para quem vê. Anti-impacto para que usa.” Na verdade o impacto foi meu ao ver tal “coincidência”.
Temos também o uso de referências, o bom e velho problema dos padrões e aquelas ideias que grudam em nosso inconsciente e se manifestam em momentos de pressão. Todos esses fatores podem ser responsáveis por semelhanças, nesse mundo empapuçado de possibilidades. Pelo visto o que não falta é conteúdo para um próximo post.
Tiago Motta
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